Vania Leal Cintra - minhatrincheira@uol.com.br

 

 

 Dando um giro pela Agência FAPESP encontrei também

 UMA AULA SOBRE O CONCEITO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA:

 

      “Um dos principais erros conceituais nos trabalhos publicados por alguns cientistas brasileiros (…) é querer fazer ciência para solucionar problemas pontuais e localizados, sem tratar o fenômeno geral, que justamente tem a capacidade de resolver problemas pontuais. (…) Se a pesquisa começou errada e é ruim não tem como fazer mágica” …

 

 É, mas… continuamos “produzindo”. E publicando… Engordar o Lattes é preciso; viver não.

 Que fazer com tanta cascata?

 Bem, ponho a minha mão no fogo e garanto que isso não se resolve com o aumento do número de horas/aulas de “metodologia da pesquisa científica” nas Universidades…

 Que todos ou muitos possam fazer bom proveito da leitura.

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http://agencia.fapesp.br/16655

Erros em artigos científicos brasileiros são mais conceituais do que de expressão

03/01/2013 – Por Elton Alisson

 Agência FAPESP – A redação científica ainda representa o “calcanhar de Aquiles” de muitos pesquisadores brasileiros. E os erros cometidos ao escrever uma tese ou artigo científico estão muito mais relacionados a problemas de metodologia de pesquisa do que à falta de habilidade com as palavras para apresentar os resultados de forma clara, concisa e interessante.

A análise de Gilson Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu [demonstra] (…) o caráter indissociável entre a prática da ciência e questões teóricas e filosóficas, e que só é possível fazer boa ciência e escrever artigos para publicação em revistas de elevado fator de impacto quando se tem uma boa formação filosófica e um entendimento muito preciso dos conceitos científicos.

“É necessário ter uma compreensão muito clara sobre o que é fazer ciência para realizar boas pesquisas, que resultem em artigos sólidos para serem publicados em revistas de alto nível. Não dá só para corrigir a ponta desse processo – a redação científica – sem ter uma base bem fundamentada por trás disso”, disse Volpato à Agência FAPESP.

(…)  “Se a pesquisa começou errada e é ruim não tem como fazer mágica no artigo. Se o pesquisador estudou uma questão irrelevante, por melhor que sejam os resultados, eles jamais resultarão em artigos científicos que extrapolarão as fronteiras sequer de seu laboratório e que dirá do Brasil”, disse.

Um dos principais erros conceituais nos trabalhos publicados por alguns cientistas brasileiros, de acordo com Volpato, é querer fazer ciência para solucionar problemas pontuais e localizados, sem tratar o fenômeno geral, que justamente tem a capacidade de resolver problemas pontuais.

(…) “Para fazer ciência, realmente é preciso de dados que são coletados de algum lugar. Mas o problema é que alguns pesquisadores brasileiros coletam dados de um determinado lugar e só se preocupam com aquele lugar especificamente”, afirmou Volpato.

“É muito diferente de pegar os dados de um determinado lugar e construir uma ciência geral, que resolve questões particulares, como pode ser visto em artigos publicados por cientistas estrangeiros em grandes revistas científicas internacionais. Ainda falta esse aprendizado e ousadia científica ao pesquisador brasileiro.

(…) “A redação científica é um forte indicador sobre os conceitos científicos dos autores de forma que para melhorá-la é preciso, primeiramente, corrigir os conceitos dos pesquisadores sobre o que é fazer ciência”, disse. 

 

 

 

    

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