Vania Leal Cintra - minhatrincheira@uol.com.br

 

 

 

 

      Amanhã, ao som de um apito soprado no meio de um gramado, começará um jogo esportivo. Mas muita coisa mais poderá começar. O Brasil entrará em campo com seu time de futebol. Para jogar bola, e nada mais. O Brasil estará também nas arquibancadas. Para ver jogos de futebol. E nada mais. O Brasil – ninguém mais. Com suas cores verdadeiras, as da Bandeira nacional. E estaremos, todos, torcendo para que, dia de jogo após dia de jogo, a rede adversária se veja entupida de nossos gols.

 

      Estaremos, sim. Porque o Brasil, que não é “Brazil” algum, que é nosso e só nosso é, não pode ser esquecido, em momento algum, muito menos poderá ser por nós desprezado e humilhado só porque o Governo brasileiro é o que é. O Brasil é o Brasil, e o Brasil deve ser a nossa paixão, sendo o futebol apenas uma das inúmeras formas possíveis de externá-la.

 

      Que a partir de amanhã sejamos não apenas 90, mas 200 milhões em ação gritando alucinadamente “PRA FRENTE, BRASIL!”, e – por que não? – cantando aquela mesma marchinha que cantávamos com tanta alegria em 1970. Quem a cantou não se esquece dela. Quem não a cantou, ouça-a aqui e guarde sua melodia e seus versos na memória – ainda é tempo de corrigi-la, ou seja, de atualizá-la: https://www.youtube.com/watch?v=i-ujgqVaY88

 

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Duzentos milhões em ação, pra frente, Brasil do meu coração!

Todos juntos, vamos! Pra frente, Brasil!  Salve a Seleção!

De repente, é aquela corrente pra frente,

parece que todo o Brasil deu a mão,

todos ligados na mesma emoção – tudo é um só coração!

Todos juntos, vamos! Pra frente, Brasil! BRASIL!

Salve a Seleção!

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      Poucas canções nos disseram tanto, de forma tão simples, tão bonita, tão alegre, tão autêntica, tão nossa. E nenhuma outra foi capaz de substituí-la, muito menos a substitui hoje aquela coisa esquisita que alguém determinou que deveria ser o “nosso hino” na COPA/2014. Quem determinou? Nós determinamos? Aquela coisa deveria ser nosso hino por quê? Quantas coisas esquisitas mais, e ainda mais esquisitas, que nada nos dizem, “devem” ser nossas? Quem determina isso?

 

      O resto é o resto. É, de fato, o principal, mas o resto a gente resolve na hora de resolver. Basta querer. O resto a gente resolverá acreditando que tudo o que é nosso pode e deve ser resolvido por nós mesmos. E a alegria de ver o Brasil no pódio, erguendo a taça como hexacampeão, em nada há de interferir. Muito menos em nossa vontade.

 

      PRA FRENTE, BRASIL! Não pra trás. Para trás, nunca mais. Porque, apesar de que os “nossos” Governos não NOS venham merecendo – esses Governos de faz de conta que nós mesmos elegemos por nos termos convencido, em um dia maldito e muito triste qualquer, de que devíamos nos sentir para sempre derrotados e de que não merecíamos coisa melhor – NÓS, os brasileiros, que nos representamos a nós mesmos, merecemos tudo de bom e o céu também. Merecemos até mesmo ser muitas e muitas vezes campeões do futebol. Por que não? Quem disse que não?

 

      Que amanhã seja o primeiro dia do resto de nossas vidas buscando apenas vitórias em todos os campos, dos campos de futebol aos Política, passando pelo da Economia e por todos mais. E nunca mais seremos derrotados. Por coisa alguma. Por seja quem for.

 

      PRA FRENTE, BRASIL !!!

 

BANDEIRA 2

 

 

  

 

 

 

 

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