Vania Leal Cintra - minhatrincheira@uol.com.br

– sem abuso de aspas, com algumas citações e repleto de figurinhas, porque figurinhas despertam a atenção de todos, dos mais jovens aos mais velhos.

 

 

 

    Dizem-nos os mais atentos e safos, que nem por isso são considerados mais sabidos, que, ao terem sido feitas as primeiras descobertas de pinturas rupestres, que eram imagens de animais e nada mais que isso, os antropólogos puderam chegar a uma brilhante conclusão científica: a de que os homens das cavernas espancavam suas mulheres com uma clava e as arrastavam atrás de si puxando-as pelos cabelos. Assim nossos primevos ancestrais foram caracterizados e evocados por várias e várias gerações consecutivas. Inclusive a nossa.

 

    As pinturas recém-descobertas na Serra da Capivara

 

ENSAIO 1 nos poderão trazer – depois de bem interpretadas, é claro, por alguém que tenha suficientes títulos honorários ou um pouco menos ou mais que isso – a certeza segura de que o local onde elas se encontram e seus arrabaldes foram, certo dia, invadidos por uma tribo fardada de origem européia, opulenta e de ascendência imaculadamente pura, que escravizou, maltratou, discriminou e até hoje oprime os pobres, os inocentes, especialmente os negros, os indígenas, os homossexuais e os artistas, além dos alunos e os Professores das Escolas públicas…

 

    A mesma certeza de natureza estritamente científica que inspirou teses antropológicas muito celebradas e até hoje respeitadas, que nos permitiu conhecer em detalhes a história do mundo e as relações sociais em minúcias, em cada uma das épocas que a Humanidade atravessou, permite que se lhe e nos seja feita justiça quæ sera tamen. Permitirá ainda, por exemplo, que, sempre avançando em conhecimentos mais que nunca necessários ao nosso avanço, cientistas e estudiosos dedicados à história mais recente divulguem o resgate de documentos datados de 1985/86, grafados em waimiri-atroari, com W, o que lhes empresta inequívoca autenticidade – e, para os que não sabem, que serão muitos, e não têm tempo para consultar uma bibliografia especializada, este é um dialeto do tronco lingüístico Karib, com K, que a UNESCO reconhece como sendo o utilizado por indivíduos antes conhecidos como crichanás, com C, que tiveram contato no séc. XIX com segmentos expansionistas da sociedade brasileira envolvente, contatos esses que foram especialmente re-impulsionados pelo ufanismo alardeado por um governo militar de nenhuma relevância exceto pelas atrocidades cometidas.

 

    Um desses documentos ilustra extrema violência: o momento em que, não se sabe bem quando, indivíduos presumidamente brancos e presumidamente fardados sobrevoaram em helicóptero, com péssimas intenções, a aldeia que goza, por imemorial ou desmemoriado usucapião, de estar plantada em território dito nacional brasileiro, de fronteira e não urbanizado. Pura violência!  

 

ENSAIO 2

 

    Em outro documento, da lavra do mesmo realista, criativo, talentoso e oprimido artista-repórter,

 

ENSAIO 3   vê-se a sombra de um texto grosseiramente apagado, e palavras que lhe foram sobrepostas

 

ENSAIO 4– mas um estranho “fugi com alguma coisa, que é possível imaginar que seja um “mêdo” (com acento circunflexo, conforme corretamente o medo já se escreveu) mal desenhado, e não “nêdo de kanña…”, que poderá ser “canhão”, foi incluído na redação waimiri-atroari em relativamente bom português. Possivelmente isso se deu porque índios, que sempre foram valentes tal como, hoje, eles todos se comprovam, de nada terão medo e nunca fogem de coisa alguma, especialmente de quem os vem sustentando como espécimes raras destinadas a estudos científicos e a outras coisas mais sem tanta importância. E covarde será a tribo de brancos fardados que, até bem pouco tempo, só falavam português. E vê-se ainda um desenho que mais parece ser o de um disco-voador que de outra coisa qualquer, com escadinha e tudo mais que os que já viram discos-voadores sabem que os discos-voadores devem ter. Se bem que, é bom que se diga, estas últimas considerações serão pura especulação, não são exatamente ciência. Mas nada impede que sejam feitas.

 

    Aquela mesma certeza, porém, científica, por suposto, justificará que uma viúva, há 16 longos anos, de um Oficial militar, já cansada da solidão e do anonimato a que se vêem condenados os que nada sabem em meio a tantas celebridades que sabem tanto, pedisse desculpas públicas por tudo aquilo que seu falecido marido tenha ou não tenha feito em uma vida extraordinária que teria sido, segundo suas palavras, “marcada por muitas coisas que não batem uma com a outra

 

ENSAIO 5 – inclusive aquelas coisas que, ver, ela não terá visto, mas são coisas das quais andou sabendo e hoje tem a certeza de que se lembra de que o marido as fez. Todas elas. Como se as tivesse feito ontem. E o que andou sabendo, e contou que sabe, parece-lhe bater muito bem. Bate quase tão bem quanto bateu a “Folia no Matagal” com o nu frontal grupal exibido pela Rede Globo em seu programa “Amor & Sexo” que, se ciência não é, poderá ser arte, e é experiência, mas talvez possa até ser considerado justiça por todos aqueles que são obrigados a se vestir todos os dias (http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/04/rede-globo-mostra-nu-frontal-no-programa-amor–sexo.htm?fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline).

 

    A mesma certeza bastante científica justificará ainda que, tomando-se por base o depoimento de alguns moradores da dita pacificada favela da Rocinha, conclua-se, indutiva ou dedutivamente, tanto faz como tanto fez, que o desaparecimento de um desses moradores significaria que ele tivesse sido torturado e assassinado por Policiais Militares.

 

ENSAIO 6   Embora corpos não haja, em parte alguma, nem haja outras evidências quaisquer, os Policiais Militares encarregados de manter aquela pacificação em uma operação denominada, por redundância, “Paz Armada” – ou como se fosse possível manter, alguma vez, alguma paz desarmada – que investigava o tráfico de drogas, e outros tantos deles, serão responsáveis por todos os demais 35.000 indivíduos já desaparecidos em apenas 5 anos e meio, só no Rio – o que nos dá, por ano, um número bem maior e bem mais expressivo que o da população waimiri-atroari total em seus primeiros contatos com a tribo de brancos invasores, número este cientificamente projetado. Por tanto, os PMs todos devem ser indiciados, julgados e condenados. Sem contemplação. Porque isso atende aos critérios científicos aplicados às investigações; porque narcotraficantes não são mágicos – e não poderiam ter feito alguém desaparecer nas cartolas pois nem sequer usam cartolas; porque assim se faz justiça, e porque já não a ciência, mas, sim, a experiência é quem nos diz que a justiça falha, mas não tarda.

 

    E, por falar em justiça, no Supremo Tribunal Federal, expôs-se recentemente a “contradição entre o tradicional princípio in dubio pro reo …  e a novidade introduzida no julgamento da Ação Penal nº 470 [Mensalão], a chamada teoria do domínio do fato”, conforme comentário a respeito da entrevista de Ives Gandra Martins publicado em um meio de divulgação acima de qualquer suspeita (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=224901). Uma outra novidade, porém, que já não é tão nova e que também se põe a serviço da justiça, não se limita a que os fatos, comprovados ou não, tenham ou não tenham assumido mais importância que a doutrina no afã jurídico. O princípio que a rege é bastante simples: como bem sabemos, também cientificamente, a opinião de cada um de nós, quando insistentemente divulgada, influirá no que é chamado de opinião pública; a opinião pública produzirá costumes; os costumes produzirão direitos e deveres. Introduzida na Sociedade, já há algum tempo, para consumo cotidiano, imediato e mediato, foi a teoria do domínio do depoimento – e para sua aplicação será desnecessário que o depoente tenha de fato testemunhado qualquer fato. Ou será desnecessário que haja, mesmo, qualquer fato – bastará a presunção, ou seja, a conjectura, e a verbalização. A aplicação dessa nova teoria ao direito, no entanto, é mais complexa: dependerá das conjecturas, dos sujeitos e dos específicos objetivos.

 

     Aliás, fato por fato, os fatos todos poderão ser resumidos a um só, que será o único que interessará à ciência, jurídica e extrajurídica, em nossa cientificíssima Sociedade global-nacional: contra a ciência não há argumentos! Esse é o fato. Seja a ciência o que for. Contra a ciência, nenhum argumento e nenhum fato… exceto a arte. É justo! Arte é arte, ora. Em todas as suas formas de expressão. O resto é o resto.

 

ENSAIO 7 E como a arte exprime as expectativas e os sentimentos mais puros e recônditos que fervilham em uma Sociedade, a arte de vanguarda exprimirá os mais conformes, e exprimirá o inequívoco avanço dessa nossa Sociedade de vanguarda. E merecerá estar nas ruas para ser mais bem compreendida, aplaudida e estimulada.

 

ENSAIO 8 – era o que se anunciava, alguns dias atrás, em http://www.uol.com.br/.

 

    E porque sabemos, graças a um saber antropológico – científico, evidentemente – não só como as relações sociais exatamente ocorreram desde que o mundo é mundo e sabemos também como exatamente elas hoje ocorrem, e porque sabemos ainda, por boas leituras, que os Estados tendem a desaparecer inexoravelmente da face da Terra, que os militares que ainda os protegem são burocráticos, autoritários, violentos e repulsivos, e que narcotraficantes, índios, terroristas, artistas, viúvas aflitas, alunos, professores e outros mais, tais como os ex-tudo isso, são gente sempre pacífica, de absoluta boa índole e absolutamente confiável, gente que não deve ser agredida, jamais, porque não agride, jamais, sequer o bom senso, sequer a paciência, muito menos a existência, de ninguém,

 

ENSAIO 9 

ENSAIO 10 será recomendado no Facebook, que é o livro dos livros da atualidade: “Estude para não ser um PM”. Essa recomendação seria em seguida explicada ao explicar-se o Brasil em poucas linhas:

 

ENSAIO 11

 

 

    Mas, tendo sido permitido a um PM bater em Professores que se manifestavam pacífica e confiavelmente, quem for curioso e não tiver conhecimentos científicos – eu, por exemplo – poderá perguntar: quem foi que permitiu tal despautério?

 

    Com certeza não fui eu. E eu não diria, jamais, a um Policial, civil ou militar, que batesse em um manifestante pacífico e confiável, muito menos que batesse em um Professor. Assim como não diria a um Professor que jogasse pedras em um PM porque teria esse direito.

 

    Terão sido, então, aqueles que pensam, como também penso eu, que o patrimônio público, histórico ou não tão histórico assim, deva ser preservado da liberdade dos artistas grafiteiros

 

ENSAIO 12 e que a liberdade dos cidadãos-transeuntes após um dia de trabalho árduo deva ser preservada da liberdade dos que se divertem pelas ruas cantando palavras-de-ordem contra governos que eles mesmos elegeram, impedindo um trânsito já normalmente bem mais que caótico,

 

 ENSAIO 13 permitindo que pneus se ponham em chamas, que vitrines sejam estilhaçadas e lojas sejam saqueadas, que caixas eletrônicos sejam assaltados?

 

 ENSAIO 14

 

    Ao que tudo indica, também não. Porque esses não têm qualquer poder, muito menos terão um poder de mando.

 

    Poderiam, então, ter sido as autoridades. Mas elas afirmam que não o permitiram. Que consideram muito bonitas todas e quaisquer manifestações de rua. Que os grupos ou “o povo”, ao fazê-las, estão exercendo seus direitos. Além de que, caso o tivessem permitido e assumido o feito, estariam contradizendo a confiança daqueles que as elegeram. E perderiam votos. Elas foram eleitas, sim! pela maioria!

 

    Terão agido os Policiais Militares por conta e risco próprios? Bem, as Polícias estaduais, assim como os Professores, têm uma função muito bem definida na Sociedade. Essa função policial não se exerce por voluntarismo, espontaneamente, alegremente, mas apenas como resposta a determinados estímulos. E para acudir imediatamente a esses estímulos as Polícias devem estar preparadas e sempre dispostas. Sempre.  

 

    Ao que tudo indica, portanto, quem permitiu que os Policiais Militares batessem em Professores foram todos aqueles lhes ofereceram esse estímulo. Os que pensam e agem tal como, por exemplo, a criatura que foi às ruas, quando não era Carnaval, fantasiada de assaltante de diligência

 

ENSAIO 15 e/ou a que pôde ser capaz de dar uma declaração como esta:

 

Anonymous Brasil · 2 de outubro – https://www.facebook.com/AnonBR?ref=stream

Quem são os Black Blocks? Para mim professora e grevista, são jovens destemidos q estão ao lado dos professores, eles são nossos alunos, são estudantes a grande maioria da rede pública. Hoje, quando cheguei na Cinelândia eles estavam no megafone, explicando o q fazer quando a PM jogar gás de pimenta. Eles entram na linha de frente para apanhar no nosso lugar, quebram alguma coisa para tirarem o foco da PM e nos dar folga para fugir. Ajudam quem levou bomba e spray, distribuindo soro fisiológico e leite de magnésio, são meninos e meninas, com uma disposição foram do comum. A mídia quer nos vender a imagem de que esses jovens são vândalos, bandidos, mas o que tenho visto é totalmente ao contrário, o vandalismo esta sendo produzido pelo Governo, Pelo Eduardo Paes, Pelo Cabral, pelos políticos coniventes com o sistema atual, Pela PM, o vandalismo esta sendo produzido por todos aqueles que deveriam nos proteger! Ontem os Black Blocks projetaram na câmara dos vereadores: “O professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo.” e eu faço a recíproca: “O Black Block é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo.” Por Teresa Gouveia (professora carioca em greve)”

 

    E essa “postagem” termina, como só poderia terminar, com uma palavra-de-ordem entre meio ritmada e meio rimada: “VÂNDALO É O ESTADO ! O POVO NA RUA NÃO É VIOLÊNCIA, É RESISTÊNCIA“ – o que poderá ser com facilidade, talvez não tão cientificamente, mas, com certeza, empiricamente comprovado.

 

    Bem, agora, dizendo um pouco mais a sério: o indivíduo que vive em Sociedade não vive isolado. E uma Sociedade se constrói de valores que nela se encontram no atacado, não de três ou quatro deles no varejo. Ela se mantém e se aperfeiçoa apoiada no grosso da população, não em exceções ou em minorias. Alguns se lembrarão de muitos brasileiros que se destacaram e se destacam no País e no mundo por extraordinária inteligência e competência. Outros tantos há que mais ainda se destacam por sua absoluta subserviência. Muitos exemplos poderão ser apontados. Mas não há como dizer de uma Sociedade de milhões dizendo de uma centena ou de um milhar de biografias.

 

    Uma Sociedade evolui ou regride no seu conjunto, não por setores isolados, e cada um destes setores contaminará, constantemente, todos os demais de bons ou maus valores e induzirá todos os demais a comportamentos adequados ou inadequados à própria Sociedade. E esse conjunto contaminará todos os indivíduos. Ou o que chamam de Sociedade não será uma Sociedade, será apenas um blefe. É por isso, não por qualquer mística libertária, que uma boa Escola extensiva a todos é fundamental. Em todos os níveis. E para que haja uma boa Escola será fundamental que o Estado a administre, direta ou indiretamente.

 

    E, não, não é a ciência quem nos diz, nem, muito menos, será a justiça ou a arte, mas apenas a experiência: quem vai às ruas pretendendo confrontar o Governo, confiando em que uma tropa de choque de paspalhos irresponsáveis lhe abra caminho e estimulando um quebra-quebra, não só quer como pede para ser confundido com um paspalho irresponsável, e não só quer como pede para ser tratado como um marginal, como um criminoso – não como um Professor. 

 

    É preciso, sim, que todos respeitem os Professores. E é preciso remunerar adequadamente os Professores. Sim. Mas é também preciso que cada Professor se respeite a si próprio e se dê ao respeito. E que quem nomeie Professores respeite a Sociedade. Assim como é preciso que a Sociedade, ou seja, o conjunto de cidadãos que convivem em dado território administrativo sob a regência das mesmas leis, respeite-se a si própria. E se dê ao respeito. A Sociedade que não se respeita, que não respeita os Professores e não os remunera adequadamente, é uma Sociedade doente, à beira da morte. Uma Sociedade doente designará governantes doentes, que se apropriam das prerrogativas do Estado e nomearão Professores doentes – que o transformam em um Estado cronicamente doente. Sempre à beira da morte. Tal como hoje se encontra o Estado brasileiro.

 

    E é preciso estudar, sim. Em qualquer Sociedade, qualquer que seja o nível de seu desenvolvimento, será preciso estudar qualquer coisa para que qualquer um seja qualquer coisa. Portanto, para ser um PM também é preciso estudar. E muito. E, especialmente, é preciso que todos estudem, e muito, para que ninguém mais caia em conversa de gente doente, gente que apregoa em seus delírios, entre outras tantas bobagens mais – e serão bobagens para dizer o menos, por delicadeza –, que o mais perfeito e inevitável fruto da ciência, da justiça e/ou, até mesmo, da arte mais avançadas será a destruição do Estado e da Sociedade nacional, gente que é apenas viciada em tentar vender arremedos revolucionários, doentes, a ingênuos consumidores, que acabam também doentes, por mais experientes que se possam imaginar.

 

    Mas, e para não ser um PM, que deveriam nossos jovens estudar e aprender? O que já vêm estudando e aprendendo? Que mais os nossos jovens vêm aprendendo, em nossas Escolas, daqueles que são reconhecidos como Professores, para poder querer falar de Política tão desembaraçadamente, além de a agir com uma fé cega em casuísmos, em utopias que dispensariam quaisquer regras comuns a todos exceto uma liberdade total e absoluta, e em um deus-nos-dará? Que mais, além de um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos sobre como “tirar o foco” não só da PM como da Sociedade inteira? Além de uma noção precisa de necessidade de tumultuar, desmontar, desobedecer e desrespeitar tudo e todos continuamente? Além de uma técnica de “dar folga” para que aqueles que apenas pretendem incitar toda uma população a uma revolta sem qualquer perspectiva possam fugir das suas responsabilidades – inclusive da responsabilidade primeira de um Professor, por menos experiente e justo que este seja: a de procurar manter em sala de aula os milhões de alunos que hoje estão, fora delas, dedicados a “quebrar alguma coisa”?

 

ENSAIO 16  Que mais?

 

    Infelizmente, ainda que muitas outras figurinhas pudessem ter sido colhidas para enfeitar este “ensaio”, não foram encontradas as que pudessem ilustrar esse algo mais.

 

    Entre as que estariam disponíveis destacam-se, por exemplo, as dos candidatos às próximas eleições, que plantam e adubam, com invejável destemor, os seus conflitantes projetos. Mas são todas muito feias e já estão muito desgastadas:

 

“Dilma Rousseff negou em entrevista a emissoras de rádio do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 9, estar em campanha pela reeleição em 2014. ‘Não estou pronta para o discurso da campanha, estou pronta para defender o meu governo’ … ‘o resto tem de fazer campanha, porque quer o meu lugar’. ‘Eu estou exercendo o governo e a troco de que eu vou fazer campanha?’ “ – http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-nega-estar-em-campanha-pela-reeleicao-eu-quero-governar,1062332,0.htm

 

“Marina discutia com aliados na manhã de ontem a melhor maneira de explicar publicamente as razões pelas quais decidiu aliar-se ao PSB após o fracasso da montagem da sua Rede Sustentabilidade, barrada pela Justiça Eleitoral … ‘A Marina reconhece a candidatura posta do Eduardo Campos e se dispõe, desprendidamente, a ser vice em eventual candidatura.’  … antes do encontro com Campos, Marina já havia dito que sua decisão levaria em conta o desejo de “quebrar” a polarização política existente no país.”http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/10/1352396-marina-decide-se-filiar-ao-psb-para-concorrer-em-2014.shtml

 

 “O senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, reagiu positivamente à parceria firmada entre Marina Silva (Rede) e Eduardo Campos (PSB). … ‘Ambos já apoiaram o PT e agora estão no campo da oposição’, disse. … ‘Acho que, na hora em que a discussão for programática, vai haver uma afinidade muito grande entre as nossas propostas’ ” http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/10/05/aecio-ha-chances-reais-de-a-oposicao-ganhar/

 

***

 

     Dizem-nos os mais sabidos, que nem por isso são considerados mais atentos e safos, que o Sol, desde que o mundo é mundo, nasce para todos, no mesmo ponto, todas as manhãs. Assim eles nos dizem. Mas nem tudo o que nos é dito corresponderá à realidade. Nos últimos tempos, muito e muito cinzentos, não só, como também, neste nosso País que dizem ser abençoado pela Natureza, o que a própria Natureza vem querendo desmentir, parece que o Sol vem nascendo de dia e de noite, do Leste ou do Oeste ou do Norte ou do Sul, e somente para uns mesmos… Embora alguns desses bem merecessem que o Sol nascesse quadrado, ele nasce redondo, e nada diferente se ensaia no horizonte.

     

 

 

  

 

 

 

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