Vania Leal Cintra - minhatrincheira@uol.com.br

 

 

 

 inesquecíveis x inesquecíveis

   

      Está escrito, no chão da sala de aula que se vê na primeira das figuras acima (dê um clique):

 

      “Se você é professor(a) e teve alunos inesquecíveis, compartilhe !!!

 

      Compartilhemos todos nós, professores!

      Porque nossos alunos serão, todos eles, do primeiro ao último, inesquecíveis. E são inesquecíveis porque são. Todos eles.

 

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      E, porque são inesquecíveis, para que não nos esqueçamos deles, não mais precisaremos de vê-los em sala de aula.

 

      Poderemos, assim, manter nossas greves por tempo indeterminado, livremente, sem corte de ponto, incentivando quaisquer outras greves levadas por qualquer que seja o motivo, sejam quais forem as conseqüências;

 

      em nossas manifestações, poderemos nos misturar à tropa de choque de mascarados que nos garante o exercício de nossos direitos inalienáveis – aliás, segundo o depoimento de alguns de nós, ela é formada por nossos alunos, que são inesquecíveis;

 

      poderemos, assim, fazer nossas manifestações por tempo indeterminado, livremente, incentivando quaisquer outras manifestações provocadas por qualquer que seja o motivo, ainda que ele seja declarado como incerto e não sabido;

 

      temos o dever de dar, aos nossos alunos inesquecíveis, o exemplo – principalmente o exemplo do exercício dos direitos inalienáveis da cidadania;

 

      justificaremos as paredes pichadas, as pedradas nas vitrines, os molotovs, os incêndios;

 

      justificaremos o soberbo desprezo pela ordem pública e por mais três ou quatro direitos fundamentais constitucionalmente assegurados a todos, tais como são o direito à liberdade de movimento mesmo que para gozar de descanso ao fim de um dia de trabalho e o direito a freqüentar uma Escola – direitos esses extensivos inclusive a nossos alunos inesquecíveis;

 

      justificaremos a destruição da propriedade, pública e privada, e a agressão à integridade física de quem quer que seja que se oponha à nossa liberdade e à de nossos alunos inesquecíveis.

 

      Juramos, sem cruzar os dedos nas costas, por tudo o que nos seja mais sagrado, que nunca nos esquecemos, nem nos esqueceremos, jamais, de nossos alunos inesquecíveis.

 

      E sabemos que os conhecimentos que lhes proporcionamos serão inesquecíveis.

 

      Sabemos também que nossos alunos não precisam de nos ver em sala de aula para que não se esqueçam de nós. Somos professores inesquecíveis. Porque somos.

 

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      É digno e justo, razoável e salutar, em todo e qualquer tempo ou lugar…

 

… “Na última terça-feira, novos protestos terminaram em confronto com policiais militares e atos de vandalismo nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Foram detidas 190 pessoas na capital fluminense e 56 na capital paulista, na ocasião.  Em São Paulo, o ato foi convocado por estudantes da USP, que invadiram a reitoria da universidade no último dia 1º e reivindicam eleições diretas para reitor. O ato, porém, atraiu também partidos de esquerda, movimentos sociais e “black blocs”.  Na capital fluminense, o ato foi convocado por professores das redes municipal e estadual, que estão em greve desde 8 de agosto, e são contrários ao plano de cargos e salários da categoria proposto pela Prefeitura do Rio e aprovado pela Câmara de Vereadores.” 17/10/2013 – 16h39  

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/10/1358114-violencia-em-atos-reflete-sofrimento-do-cidadao-diz-ex-secretario.shtml

 

 

 

 

 

 

 

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