Vania Leal Cintra - minhatrincheira@uol.com.br

 

Nos últimos dias de Maio findo, um porta-voz do Planalto levou oficialmente ao conhecimento público o acidente que ocorreu com o PIB matrícula PT-1.7.1.2013. Pelo menos 143 milhões de brasileiros civis e militares integrantes do “SE TORCER PODE DAR CERTO” – Força de Paz (*) das Nações Unidas em ação mundo afora – estavam a bordo, mas de nada souberam; mais ou menos outros 47 milhões de brasileiros assistiram de longe, mas nada viram.

 

O traste foi fabricado conforme o modelo “Sucatão”, aquele que serviu à Presidência da República de 1986 a 2005, desde a gestão Sarney até a de Lula da Silva. Ao decolar, tendo por suposto destino o Primeiro Mundo e como missão trazê-lo inteiro para que preserve a riqueza de nossas matas e nosso território indígena, já a alguns metros do solo, por volta dos 0,6% no 1º trimestre, em coordenadas de Brasília, uma de suas turbinas explodiu.

 

Pensando poder evitar um acidente de maiores proporções, o piloto (que foi obrigado a ler o manual técnico) desligou os motores e tentou desviar de obstáculos concretos e abstratos enquanto cortava o combustível. Com a pista à sua frente, percebeu que nem o trem de pouso funcionava. O traste arrastou-se “de barriga” – vazia –, até que perdeu velocidade e parou no capim, meio enviesado com o rabo empinado, como se vê na foto.

 

PIB BRASILEIRO (CLIQUE NA IMAGEM)

 

Equipes de segurança foram acionadas e, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Mas o espaço permanece fechado a aterrissagens e a decolagens, não havendo qualquer previsão de quando o traste será retirado de onde está – onde já não mais perde velocidade, mas ganha potência negativa. E ganhar é sempre bom. Assim, portanto, ele deverá permanecer até que uma MP seja encaminhada ao Senado Federal com 7 dias de prazo para discussão, que o Congresso Nacional decida se ele pode ou não ser reparado e que seja votado um novo orçamento.

 

As razões do procedimento adotado pelo piloto do PIB matrícula PT-1.7.1.2013, tentando fechar torneiras contra ordens expressas da Brigadeira-Comandanta-em-Chefe que não admite retorno sem vantagem, serão devidamente apuradas. O SUPER-BNDES-X, combustível cuja fórmula é mantida sob segredo de Estado, vem sendo inspirado, como sabemos (?), na sensibilidade do pré-sal. E composto na guitarra. Ele é destinado a lotar bolsas-família no interior e bolsas-bolivarianas no exterior, estreitando e azeitando as boas relações do Governo. Tudo indica que o piloto insurgente será afastado das funções e obrigado a executar tarefas municipais sócio-educativas.

 

E nada indica que haja planos de que o Fuleco Caxirola, tal como também pode ser chamado esse traste ou qualquer outro, seja aposentado, dado como troco a algum chefe africano democrata e popular, oferecido em leilão à iniciativa privada ou vendido em ferro-velho. Possivelmente ainda seja convocado, em algum momento mais crítico, a compor o banco de reservas desse nosso time de várzea que é campeão na categoria. O responsável por esta cobertura dos fatos, vítima e testemunha viva dessa tortura toda, acredita que isso se deve a que o Governo precise de manter alguma coisa que minimamente aparente poder voar evitando o risco de que vá pelos ares.

 

Íntegra da notícia (**) porque alguma coisa minimamente íntegra o nosso País precisa de ter e poder mostrar.

De nosso colaborador no mainstream internacional

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 (*)   pesquisadores do CNPq ainda buscam definir se isso seria um paradoxo ou uma impossibilidade lógica. 

(**) publicada originariamente em “IDADE NÃO É .doc” – boletim mensal editado pelo Grupo Andrews_1964 / Junho de 2013

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